sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Minha visão


Sentada num tronco de uma árvora caída, no alto de um morro eu vejo o horionte. O azul límpido do céu tocando o verde reluzente da terra, ou seria o verde reluzente da terra tocando o azul límpido do céu?
O que vejo está além de qualquer descrição. As palavras parecem terrivelmente pobres diante de tal visão. Mas mesmo assim, não sou capaz de admirar o que está diante de meus olhos.

Por quê? Pergunta cruel que me atormenta a cada passo que dou. Eu vejo, eu percebo as coisas de modo diferente dos demais, isso me torna diferente? Talvez, mas o que é ser diferente? Quanto penso nisso, mais igual dos outros eu me sinto.
Assim como qualquer pessoa eu busco meu "eu" interior. Bem aventurados aqueles que o encontram, o aceitam e sabem conviver e tirar o melhor disto. Será que eu consigo?
Busco a felicidade. Pode esta ser alcançada?
Objetivos simples, mas ao mesmo tempo tão complexo que nenhuma resposta nos satisfaz por completo.
Invejo aqueles que sabem o que querem e correm atrás com empenho pois observam seu objetivo cada vez mais próximo. Quando o meu objetivo chegar, saberei reconhecê-lo?

Aos poucos o sol vai sumindo no horizonte e mesclando o azul e o verde, dando um tom vermelho, laranja e dourado. Já não posso distinguir o céu da terra, eles parecem ser um só.
Neste momento eu percebo que não importa não ter uma resposta clara para as perguntas que atormentam meu íntimo. É uma questão de onde estou e onde quero chegar e o caminho que trilharei.

É tudo uma questão de ponto de vista.