sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quem é você?



Ao nos depararmos com esta pergunta, vinda de um estranho, prontamente dizemos o nosso nome. E dependendo da situação, nosso sobrenome também.
Parece o mais lógico a se fazer. Afinal, é pelo nome que nos diferenciamos dos demais, mas seria isto o suficiente para nos definir? Dificilmente. Mesmo que seja um nome conhecido, não é o nome em si que marca, mas as ações e atitudes daquele que carrega tal nome.

E se perguntarmos: "Que tipo de pessoa você é?" 
O que diria? Ficaria embaraçado? Coçaria a cabeça e pensaria antes de responder? Pode ser que você seja uma das poucas pessoas capazes de se definir. Eu não estou neste grupo seleto. Embora eu seja a pessoa que melhor me conhece, pois eu vivi tudo o que sou, não sei passar este meu conhecimento a outro alguém. 
Não são as palavras que nos definem, são as ações. E não apenas ações espaçadas, ao acaso. É um complexo de ações e reações que cria o ser e o ser, que por sua vez, cria um complexo de ações e reações.

O interessante é que, embora tenhamos dificuldades de nos definir, não vemos problema nenhum em salientar as características de alguém que conhecemos. Porém, esta definição não é imparcial ou fidedigna, pois depende de como interagimos com tal pessoa. Se apreciamos sua companhia, exaltaremos suas qualidades, mas se sua presença for um incômodo, destacaremos seus defeitos. 
E duas pessoas nunca darão a mesma descrição. Talvez as características mais marcantes sejam as mesmas. Elas podem dizer que a pessoa em questão é alegre e extrovertida, mas quantas pessoas você conhece que possuem estas mesmas características? Posso dizer que no meu caso, não são poucas.

Por isso que quando pedem para que eu me defina, eu rejeito a ideia prontamente. Proponho que você descubra quem sou e se surprenda com o resultado, pois tenho a certeza de que nenhuma outra pessoa terá a mesma visão que a sua. E com isto, valorize e aprecie a individualidade.


Um comentário:

  1. Eu geralmente respondo dizendo q sou eu. Daí a pessoa q descubra o resto ou não descubra nada ué.
    E não acho q somos as pessoas q melhor nos conhecemos. Embora sejamos as unicas q sabemos o q se passa conosco todos os momentos, somos tbm muitas vezes pouco aptos a nos avaliarmos exatamente pela nossa visão unilateral de nós mesmos. É a velha história de quem está de fora enxergar melhor.
    É uma tendência nossa formular opinião a nosso respeito, mas esquecemos de que ela passa exclusivamente pelos nossos próprios critérios.
    Se outros tem dificuldade de nos conhecer devido ao pouco q sabem do q vivemos e pensamos, nós temos dificuldade de nos definir pelo excesso de nós mesmos em nossas vidas.

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