segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Novo layout, novo style

Quando o blog foi criado, a ideia era de apenas escrever textos, poemas ou qualquer outra coisa artística que surgisse em minha mente. Com o passar do tempo, meus textos se esgotaram e o blog aos poucos foi sendo abandonado. De tão abandonado, que passou meses sem nenhuma postagem ou manutenção.


Recentemente, numa conversa com um amigo muito especial, percebi que meu blog me fazia falta. Ao visitá-lo, percebi que houve atualizações do blogger que eu não acompanhei. De modo que o layout do blog estava quebrado e visualmente feio.
Resolvi retomar meu projeto e meu blog. Só que simplesmente voltar ao projeto original de nada adiantaria. O processo de abandono apenas se repetiria depois de alguns meses.
Por isso, mudanças foram necessárias, já que minha forma de escrever é um tanto quanto impessoal, por isso meus textos tendem a parecer muito impessoais.
A primeira mudança feita foi no visual. Imagem de fundo nova, cores novas e a transparência do fundo de texto que eu sempre quis ter.
A segunda mudança será em relação ao tempo de postagens. Antigamente, tinha determinado que em todas as sextas-feiras haveria uma postagem nova. Deixei isto de lado. Postarei a qualquer dia da semana, como um reflexo da minha "imprevisibilidade".
A terceira mudança é quanto aos assuntos tratados. Posso ainda escrever poemas, mas o foco principal será em textos, pois são mais fáceis de escrever e de se expressar. Sejam sobre coisas do cotidiano, sejam coisas que nos fazem pensar. Qualquer coisa que eu ache interessante, estando em foco ou não.


Antes me preocupava muito na forma que eu escrevia: palavras difíceis, gramática e ortografia o mais correta possível, textos uniformes... Agora cuidarei do conteúdo, pois este é o mais importante. Não se preocupe, não deixarei de escrever corretamente, mas este não será minha preocupação principal.
Agora farei mais textos em primeira pessoa e que expressem a minha opinião sobre o assunto. Afinal, é MEU blog, MEU texto e MINHA opinião. Tenho de falar disso.


Enfim, espero que aprecie as mudanças e, principalmente, que leia o que é postado. Os comentários são opcionais.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quem é você?



Ao nos depararmos com esta pergunta, vinda de um estranho, prontamente dizemos o nosso nome. E dependendo da situação, nosso sobrenome também.
Parece o mais lógico a se fazer. Afinal, é pelo nome que nos diferenciamos dos demais, mas seria isto o suficiente para nos definir? Dificilmente. Mesmo que seja um nome conhecido, não é o nome em si que marca, mas as ações e atitudes daquele que carrega tal nome.

E se perguntarmos: "Que tipo de pessoa você é?" 
O que diria? Ficaria embaraçado? Coçaria a cabeça e pensaria antes de responder? Pode ser que você seja uma das poucas pessoas capazes de se definir. Eu não estou neste grupo seleto. Embora eu seja a pessoa que melhor me conhece, pois eu vivi tudo o que sou, não sei passar este meu conhecimento a outro alguém. 
Não são as palavras que nos definem, são as ações. E não apenas ações espaçadas, ao acaso. É um complexo de ações e reações que cria o ser e o ser, que por sua vez, cria um complexo de ações e reações.

O interessante é que, embora tenhamos dificuldades de nos definir, não vemos problema nenhum em salientar as características de alguém que conhecemos. Porém, esta definição não é imparcial ou fidedigna, pois depende de como interagimos com tal pessoa. Se apreciamos sua companhia, exaltaremos suas qualidades, mas se sua presença for um incômodo, destacaremos seus defeitos. 
E duas pessoas nunca darão a mesma descrição. Talvez as características mais marcantes sejam as mesmas. Elas podem dizer que a pessoa em questão é alegre e extrovertida, mas quantas pessoas você conhece que possuem estas mesmas características? Posso dizer que no meu caso, não são poucas.

Por isso que quando pedem para que eu me defina, eu rejeito a ideia prontamente. Proponho que você descubra quem sou e se surprenda com o resultado, pois tenho a certeza de que nenhuma outra pessoa terá a mesma visão que a sua. E com isto, valorize e aprecie a individualidade.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Experiência"

Mas vamos tentar agora tirar a máscara? O que experimentou esse adulto? O que pretende provar-nos?
Antes de tudo, um fato: ele também foi jovem, também ele desejou outrora o que agora queremos, também ele não acreditou em seus pais; mas a vida também lhe ensinou que eles tinham razão. E ele sorri com ares de superioridade, pois o mesmo acontecerá conosco – de antemão ele já desvaloriza os anos que vivemos, converte-os em época de doces devaneios pueris, em enlevação infantil que precede a longa sobriedade da vida séria. Assim são os bemintencionados, os esclarecidos. Mas conhecemos outros pedagogos cuja amargura não nos proporciona nem sequer os curtos anos de “juventude”, sisudos, cruéis querem nos empurrar desde já para a escravidão da vida. Ambos, contudo, subestimam, destróem nossos anos. E, cada vez mais, somos tomados pela sensação de que nossa juventude não passa de uma curta noite (viva-a plenamente, com êxtase!); depois vem a grande “experiência”, anos de compromisso, pobreza de idéias e monotonia. Assim é a vida, dizem os adultos, isso eles experimentaram.
A realidade não se encerra num conceito, mas denuncia aquilo que a experiência não pode ser sob pena de degenerar-se em mera vivência, sem o espírito, sem a “fidelidade à busca da verdade” que é preciso manter, porque o jovem vivenciará o espírito, e quanto mais difícil lhe seja conquistar algo grandioso, mais facilmente encontrará o espírito em sua caminhada e em todos os homens. O jovem será amável como homem adulto. O filisteu é intolerante.
Nós, porém, conhecemos algo que nenhuma experiência pode nos proporcionar ou tirar: sabemos que existe a verdade, ainda que tudo o que foi pensado até agora seja equivocado; sabemos que a fidelidade precisa ser sustentada, ainda que ninguém a tenha sustentado até agora. Nenhuma experiência pode nos privar dessa vontade.
Mais uma vez: nós conhecemos uma outra experiência; esta pode ser hostil ao espírito e aniquilar sonhos que florescem. Todavia, é o que existe de mais belo, intocável e inefável, pois ela jamais será privada de espírito se nós permanecermos jovens. Cada um só vivencia a si mesmo, diz Zaratustra ao término de sua peregrinação. O filisteu realiza sua “experiência”, sempre a mesma expressão da ausência de sensibilidade.
O jovem vivenciará o espírito, e quanto mais difícil lhe seja conquistar algo grandioso, mais facilmente encontrará o espírito em sua caminhada e em todos os homens.


(Benjamin, 1984)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Domingo no Parque

Todo dia, ao sair de casa para trabalho ou estudo, é hábito sempre pegar o mesmo caminho, passar pelos mesmos lugares e, se possível, estacionar na mesma vaga. Uma rotina comum, que quando quebrada nos faz sentir perdidos e inseguros.
Mas... E se um dia, ao acordar, surgir a vontade de saber como seriam as coisas se fossem diferentes? Então vem o desejo de fazer algo novo, inesperado, algo que acrescente um capítulo nas páginas do nosso livro pessoal, uma história que valha ser lembrada e contada.


Às vezes, se espera que essa coisa nova venha e vire nossa vida de pernas pro ar, nos faça perder o rumo e bagunce a verdade que conhecemos. De fato, às vezes, isso acontece. Mas aguardar que isto aconteça se torna perigoso quando deixamos os pequenos prazeres nos escapar, coisas simples que vistas sob uma nova perspectiva, toma um rumo diferente daquele que estávamos acostumados.

Como um lugar que se passa todo dia e perceber que a árvore caída que bloqueia seu caminho, floria o ano inteiro e você nunca viu a cor de suas flores. Ou como escutar uma mesma música todo o dia e não saber que a letra diz exatamente o que você sente, mesmo você a sabendo cantar.

Quando percebemos estes detalhes, percebemos estas coisas que mesmo estando sempre lá, nunca perdem o encanto ou a beleza, quando nossos olhos se abrem para observar e admirar, o mundo muda, mesmo que continue o mesmo.

Demorei para perceber, mesmo que pense que nunca é tarde demais para isto.
Era um dia de inverno.

Um dia que o sol brilhava forte e a temperatura estava agradável. Um daqueles dias que ficar em casa parece te sufocar, além de ser um enorme desperdício.
Calçando um tênis confortável, eu saio a caminhar sem rumo, sem destino. Meus pés me levaram para um lugar que embora eu já conhecesse, me era totalmente novo.
O local, pasmem, era o meu trabalho. Talvez tenha sido força do hábito, mas o fato é que eu trabalho num parque ecoturistico, embora nada tenha a ver meu trabalho com isto, apenas o prédio fica dentro do parque.Mesmo passando por aquele enorme jardim e vendo as araucárias da janela de minha sala, a beleza que hoje se abre aos meus olhos, passava despercebida.

O mesmo caminho, as mesmas flores enfeitando esse caminho pareciam ter novas cores, uma nova textura. O prédio na entrada agora parecia imponente, contando séculos de história.
Mesmo não estando sozinha, eu podia ouvir o barulho do vento, o farfalhar das folhas. Eu ouvia vozes alegres, risos. Via pessoas caminhando lentamente, desfrutando da paisagem, em vez de passos rápidos e pessoas casbibaixas. Eu vi crianças, jovens e idosos usando roupas coloridas, moletons, agasalhos, em vez dos costumentos ternos cinzas e pretos.
Pipas das mais diversas formas enfeitavam o céu, bolas das mais diversas cores rolavam na grama.


Para os que estavam ali, era mais um dia de lazer no fim de semana, mas eu vi um mundo novo se abrindo aos meus olhos, eu vi o que me passou despercebido por meses. Eu vi a beleza e a alegria.
Admirada com minha nova descoberta, eu fiz algo que nunca me passou na mente fazer: tirei uma foto.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quando começou...


Não sei dizer quando começou,
Foi me envolvendo aos poucos,
Incerto, confuso, sem sentir,
Nos encontrando nos momentos mais loucos.


Tempo que passamos juntos, filosofias baratas,
Conversas sem sentido, piadas sem graça
Madrugadas inteiras num piscar de olhos
Minutos que correm, horas ingratas.


Passei, então, a desejar mais, ansiar,
A fragrância amadeirada do teu corpo,
O doce timbre da tua voz,
O sorriso que não dá para disfarçar.


Te quero ao meu lado, hoje e sempre
Teus braços quentes e teus beijos ardentes,
Tua alegria, teu riso, tua coragem e força,
Teu jeito de ser e encarar o futuro com confiança.


Eu amo todas as virtudes e defeitos,
De quem completa minha existência e meu mundo
Que me desperta o sentimento mais forte e profundo
Com quem, a eternidade não será o bastante.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Abacate



Hoje senti uma vontade enorme de comer um abacate.

Lembro de quando tinha um pé de abacate no quintal de casa, de quando eu e minha avó íamos escolher o melhor abacate da árvore para comermos juntas na mesa da cozinha.
Dividido, metade para cada uma, com açucar e uma colherzinha para ir raspando a fruta com o açucar.


Sentei com uma fruta na mão, trazida pela minha mãe do mercado. E refiz todo o ritual sozinha. Lavei a casca, cortei o abacate e coloquei açucar no meio. Mas ao dar minha primeira colherada, senti na boca um gosto estranho. Coloquei mais açucar, pensando que talvez o abacate não estivesse tão maduro assim, mas o gosto ruim continuou.


Quando pensei em por mais uma colher de açucar, minha mãe toma o açucareiro de mim. Eu protestei:
- Mas mãe! Está amargo!
Minha mãe me olhou e respondeu:
- Não importa o quanto de açucar que você coloque, o abacate não deixará de ser amargo.
Lágrimas me veem aos olhos:
- Por quê?
Minha mãe acaricia meus cabelos, enxuga minhas lágrimas e beija minha testa:
- Por que este, minha pequena, é o amargo gosto da saudade!

Para minha "omma". Sinto sua falta!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dualidade



Acho muito complicado julgarmos bem e mal, certo e errado, verdadeiro e falso ou realidade e ilusão. Analisando friamente cada par, encontraremos erros lógicos claros na definição de cada um deles, vejamos, por exemplo, o par “realidade e ilusão” parece ser bem definido e fácil de distinguir, mas pensando de uma forma profunda nisso, se pedirmos para alguém definir o que é real para ela, ela dirá que é algo que ela possa sentir (ou seja, a realidade está ligada aos sentidos humanos e nada mais), ora, se a realidade está ligada aos sentidos, a realidade passa a ser algo pessoal e não mais universal. Se eu estou vendo uma pessoa e você não, essa pessoa é real para mim e uma ilusão para você, e seguindo este pensamento, quando vemos uma pessoa conversando com o “vazio” e dizemos que ela é louca, na verdade estamos apenas negando o ponto de vista daquela pessoa, pois na realidade que ela “sente”, tem uma alguém naquele “vazio”.

Já o par verdadeiro e falso, pode ser questionado quando percebemos que o conceito do que é verdadeiro é influenciado pela forma de pensar e pelo conhecimento de cada pessoa. Uma pessoa poderia considerar uma verdade a existência de fantasmas, baseado em um conhecimento “espiritual” que ela tenha que prove esta verdade, mas outra pessoa pode achar tudo isso falso, se baseando em idéias mais “céticas” que desmentiriam essa história. Uma pessoa pode considerar falso a existência de dinossauros no mundo antigo por não entender como um arqueólogo trabalha. Mais uma vez, o ponto de vista é determinante.
Certo e errado, talvez o conceito que as pessoas acham mais fáceis de distinguir, mas é com certeza o mais problemático. O que é certo? Não vejo muito como definir, o que vejo é que certo e errado é um conceito criado por três fatores: Cultura, Conhecimento e Personalidade. A cultura é a primeira formadora do conceito de “certo” do indivíduo, ela define ações que posteriormente serão filtradas pelos outros dois fatores. Um bom exemplo da criação de “certo” pela cultura é a escravidão que ocorria antigamente, naquela época a cultura do branco escravizar um negro era o “certo”, toda a sociedade concordava com isso e por isso, não era considerado um ato cruel e nem errado. O primeiro “filtro” do conceito de “certo” que é criado pela cultura, é o conhecimento. Com o conhecimento começamos a questionar se o certo culturalmente é realmente certo. Um bom exemplo é o conceito cultural de que o certo é jogar água nas chamas de um incêndio causado por produtos combustíveis, mas se a pessoa tiver o conhecimento necessário, ela saberá que fogo causado por combustíveis irá espalhar mais se ela fizer isto. O último filtro do conceito de “certo” é a personalidade. Uma vez que você já filtrou um conceito pelo seu conhecimento, você filtra ele de acordo com sua personalidade, isso quer dizer que, se na minha cultura é certo matar pássaros e meu conhecimento não me diz que é errado, eu posso me recusar a matá-los por minha personalidade não concordar. Isto aconteceu com a escravidão, apesar de ser um conceito culturalmente certo, e não ter nenhum conhecimento que fosse contra este conceito, muitas pessoas eram contra devido a própria personalidade.
Outra vez, temos um conceito definido pessoalmente, ou seja, pelo ponto de vista de uma pessoa.


Bem e mal estão intimamente ligados com certo e errado, e assim como estes, na minha opinião, bem e mal são conceitos pessoais. A definição de bem é algo que é definido depois de um evento. Vejamos, durante o processo de abolição da escravatura no Brasil, haviam pessoas a favor e outras contra, hoje, como as pessoas que eram a favor venceram, nós achamos que as pessoas que foram contra a abolição eram pessoas más, porém, imaginem se as pessoas que eram contra a abolição tivessem vencido, provavelmente nós acharíamos que as pessoas que eram a favor da abolição eram as vilãs. Outro exemplo é a Segunda Guerra Mundial, eu me pergunto, e se Hitler tivesse vencido, o que pesaríamos sobre ele? Será que ele seria ainda o vilão?
Acho que para a maioria das pessoas não, pois a história é contada pelos vencedores, e quem conta a história nunca é o vilão...
Bem, acho que o ponto de vista influencia em tudo que fazemos e pensamos, mais, ponto de vista tem influência física e isto fica claro na Teoria da Relatividade Especial de Einstein. Mas nada do que eu disse aqui deve ser tomado como verdade, pois é apenas o meu Ponto de Vista

Contribuição por Anderson Schinniger